1ª Feira de Troca de Brinquedos de Brasília.

PARTICIPEM!!!

VAI SER MUITO DIVERTIDO!!!

1a Feira de Troca de Brinquedos de Brasília

A 1ª Feira de Troca de Brinquedos de Brasília faz parte de uma campanha nacional do Instituto Alana para o Dia das Crianças. A proposta é repensar nossa forma de consumo.

O Coletivo Infância Livre de Consumismo está realizando esta feira de troca de brinquedos em diversas cidades do país.

Em Brasília será dia 30/09, domingo, das 9 às 12h, no Jardim Botânico de Brasília.

A 1ª Feira de Troca de Brinquedos de Brasília terá uma programação bem divertida. Teremos diversas oficinas e atividades ao longo da manhã: plantio de árvore, educação ambiental, artes, bolha de sabão com gravetos e linha, artes, capoeira, atividades de circo, brincadeiras, teatro e contação de histórias! Finalizaremos a feira com um grande piquenique coletivo!

As crianças só precisam levar um brinquedo que não use mais, etiquetado e com nome, e um lanche para participar do piquenique!

Vale lembrar que essa iniciativa conta, exclusivamente, com voluntários.

Conseguimos alguns parceiros importantes na realização das oficinas e atividades: Jardim Botânico de Brasília, Cia Athletica de Brasília, Associação Cultural Saracura, Roteiro Baby e artistas da cidade.

Conto com a presença de todos!!!

 

 

 

 

 

 

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Vida de mãe…

Final de semana vem aí e começamos a pensar em programas para fazer com as crianças.
Criança quer brincar e as minhas querem passear…Logo, dá-lhe criatividade pra botar estas crianças gastando a pilha…
No último Dia dos Pais, a academia que as crianças frequentam promoveu algumas atividades diferentes para pais e filhos comemorarem juntos. Montaram ao ar livre um paredão pra escalada, atividades de circo, futebol, capoeira e skate.
Pois bem, o pai aqui de casa adorava andar de skate quando criança…e não deu outra, lá foi ele após “um longo e tenebroso inverno…” se aventurar em cima de um skate…Não demorou para o monitor chamá-lo para participar de um grupo de “skatistas-coroas” que se reúnem aos domingos para brincar com seus filhos.
Um belo dia…., melhor dizer, noite, meu marido chega com um objeto embalado…e adivinhem se não era um….SKATE!!!
Desde então, domingo é dia de montar uma mochila com água, bolacha de água e sal, frutas, rede, bike, skate e se acabar nas ruas de Brasília…digo, no Eixão que fecha aos domingos para veículos.
Este é um dos exemplos de atividades que divertem crianças e pais, aproximando-os e que ficará registrado na lembrança de uma infância feliz.
Proponho que nós, pais e mães, pensem em algo que gostávamos de fazer quando crianças e retomemos essa atividade com nossos filhos. Tenho certeza que será inesquecível!
Boa semana!

Domingo a família brinca junto!!!

Jú, 3 anos, e Peto, 2 anos, já mandando bem no skate!!!

Coletivo Infância Livre de Consumismo.

Novo momento de vida.

O Infância Livre de Consumismo (ILC) é um coletivo independente de pais e mães que faz sua articulação através das redes sociais e do site http://infancialivredeconsumismo.com.br

Em três meses de atividades, o ILC já tem mais de cinco mil seguidores no Facebook e ganhou apoios importantes, como o do Instituto Alana, da Aliança pela Infância e do Idec, e de teóricos da comunicação como Telma Vinha, Edgard Rebouças, Laurindo Leal Filho e Venício Lima.

O objetivo do grupo é socializar informações sobre os danos provocados pela publicidade dirigida às crianças e os impactos na vida das famílias, da sociedade e no meio ambiente. Além disso, gera aprendizado sobre as possibilidades de regulamentação da propaganda dirigida à infância.

O Coletivo Infância Livre de Consumismo quer despertar a consciência crítica da sociedade brasileira a respeito das práticas de consumo por crianças e adolescentes.

Por uma Infância Livre de Consumismo:

Twitter:  nossa @ https://twitter.com/infancialivre

Site: http://infancialivredeconsumismo.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/InfanciaLivredeConsumismo

Criei este blog para compartilhar minha longa jornada até a maternidade e afirmar que é possível vencer dificuldades de fertilidade sim.

Hoje, tenho dois filhos: uma de 3 anos e o mais novo com 2 anos. Duas crianças lindas e muito espertas…”corujices” de mãe…Nesta nova fase da vida uma luta surgiu fruto do bombardeio insano de publicidade voltada para a criança: O Infância Livre de Consumismo (ILC).

Que a criança é um ser em formação e não possue discernimento/amadurecimento suficiente para adquirir bens e dispor de sua vida a seu bel prazer, todos sabemos. Todavia, quando o mundo mercadológico invade nossas vidas com seus apelos, praticamente, irresistíveis somos levados a aceitar tal situação como algo absolutamente normal e natural. Afinal, qual o problema com a publicidade? Nenhum, desde que direcionada a quem compra e PAGA por ela – os adultos.

Comentando o post anterior…

Conversei com diversas pessoas sobre o meu modo de pensar…dessa minha maneira de ver a vida…quando quero algo, corro, vou atrás, faço malabarismos, coisas que ninguém faria…e faço tudo isso sem pensar nos constrangimentos, no que os outros vão pensar…simplesmente vou atrás do que quero…mas não deixo meus princípios e valores de lado…não passo por cima de ninguém, não minto, não prejudico, nem puxo o tapete de ninguém…não saberia fazer essas coisas…tenho meus princípios arraigados dentro de mim…
Relendo este post percebi que talvez tenha passado uma percepção errada do que eu realmente queria falar…
Quando falo em letras garrafais sobre a persistência no procedimento da fertilização não quero passar a idéia que a vida vai acabar se alguém desistir ou não conseguir ter filhos. Mas sim, que quando se tem um desejo da alma deve-se persegui-lo até alcançá-lo…sem deixar que pedras no caminho atrapalhem o seu percurso até a reta final…
Outro ponto que talvez tenha ficado mal explicado é a respeito da adoção. Começo reafirmando que sou totalmente à favor da adoção. Contudo, no momento que o casal decide fazer a FIV é porque há o desejo de uma mulher em engravidar, ou seja, gerar um filho na sua barriga, vê-lo crescer 9 meses, olhá-lo ao nascer e tentar descobrir com quem se parece….e de um homem em ter um filho geneticamente seu…Por isso, acredito que deve-se seguir em frente, persistir até alcançar o objetivo.
Não sei como é o sentimento de quem desistiu de fazer o procedimento e adotou…penso que esta pessoa possa ter um misto de frustração por não ter conseguido engravidar, uma “tristeza” escondida de si mesma, afinal ela ama o filho adotado de todo o coração e ao mesmo tempo sofre por não ter realizado o desejo de engravidar… e ao pensar sobre isto, sofre por estar triste sendo que tem um filho amado e desejado, mas ainda sente o vazio…
Resumindo meu modo de pensar: temos que decidir qual caminho trilhar…o tratamento (FIV), a adoção, a doação de óvulo ou espermatozóide…e seguir até alcançá-lo. A decisão do caminho é o passo mais difícil…
O que acho complicado é ficar ziguezagueando entre um e outro caminho e o que der “certo primeiro” é o que “vai levar pra casa”….a pessoa adotada não é “uma opção” que “saiu” primeiro….que foi mais fácil…
Não sei se a emenda saiu pior que o soneto…espero que não…

 

Desistir JAMAIS!!!

Hoje quero falar sobre como o mundo mudou e eu, particularmente, não percebi…

Tudo está diferente…brigadeiro era doce de festinha de criança, algo simples, qualquer festinha tinha. Hoje, há lojas chiquérrimas vendendo o tal brigadeiro como algo sofisticado e totalmente diferenciado…; apartamento para a classe média custava um pouco mais que os demais; hoje, 1,2 milhões é preço normal e pasmem…tem gente q fica na fila pra conseguir o imóvel…Enfim, não sei quando essa mudança se deu, mas o mundo é outro.

O que quero dizer com isso é simples. Com a mudança de mundo, as pessoas também mudaram. Hoje, as mulheres estão independentes e se preocupam com sua vida profissional. Casamento e filhos não estão nos planos da maioria das mulheres entre 24 e 30 anos. A partir dos 30 anos acho que começam a pensar num relacionamento mais sério, mas filhos nem pensar. Conclusão, mais e mais temos casais com algum tipo de dificuldade para engravidar.

Os motivos para a procura cada vez maior em tratamento de reprodução assistida é simples…mulheres jovens muitas vezes sofrem com cólicas e resolvem o problema com algum medicamento; outras, descobrem que tem ovário policístico ou endometriose e, simplesmente, convivem com esses diagnósticos sem serem alertadas que com o passar do tempo esses problemas de saúde podem se transformar numa dificuldade, ou até mesmo, impedimento para engravidar. Fato é: mulher tem prazo de validade…os óvulos acompanham a idade da mulher…, logo, quanto mais velha, mais velhos serão seus óvulos e junto com isso a fertilidade cai vertiginosamente…mas, ninguém fala isso quando somos jovens…

O mesmo acontece com os meninos. Eles quando bebês podem ter tido algum problema nos testículos e, muitas vezes, nem foram avisados que poderiam ter alguma dificuldade de ter filhos; ou, tiveram caxumba ou outro problema qualquer q pode ter afetado a qualidade ou quantidade do seu material genético…

Conclusão: os jovens estão preocupados com a vida profissional e esquecem que a vida pessoal existe e mais cedo ou mais tarde a conta da vida pessoal aparece….e, como não pensamos nela e muito menos nos preparamos para ter uma família, a conta chega com juros, muitas vezes impagáveis…

Acredito numa política pública voltada para a saúde da mulher jovem. Uma campanha de alerta a saúde da mulher e sobre as consequências de deixar para mais tarde a maternidade. E porque não dizer de um banco público de óvulos congelados para mulheres jovens que desejam deixar a maternidade para outro momento da vida…Pois, se esta jovem teve algum tipo de problema ginecológico e deixar pra ter filhos depois dos 36 anos, o sonho da maternidade pode se transformar num pesadelo…

Mas, independentemente dos motivos que adiaram a maternidade, o que importa é a vontade de ter um filho. Para as mulheres, gerar um filho e para os homens, ter um filho geneticamente seu.

Para todos que tem esse desejo eu peço com coração aberto que NÃO DESISTAM DO SONHO DE TER UM FILHO POR NADA DESTE MUNDO!!!

Se você realmente quer gerar um filho geneticamente seu, faça TUDO que for preciso. Não deixe que qualquer dificuldade no tratamento te faça desanimar. Não faça o tratamento a conta-gotas…ou seja, faz o procedimento algumas vezes e, devido a dificuldades psicológicas ou financeiras, dá um tempo, vai dar seguimento a vida que sempre levou e quando acharem que estão preparadas voltam para fazer tudo de novo….Digo isso, porque o tempo nesse tipo de tratamento faz muuuita diferença…seja forte, esqueça tudo, peça ajuda, mas não pare até conseguir realizar seu sonho….

Outra coisa que eu acho muito importante é não tentar solucionar o sonho da maternidade através da adoção. Sempre quis adotar. Tive esse desejo quando era jovem e nem sonhava em casar e ter filhos. Mas, adotar era um desejo do meu coração. Quando soube do meu problema e passei por diversas dificuldades até conseguir engravidar, muitos me disseram da alternativa de adotar, até porque sempre gostei da idéia. Porém, naquele momento eu jamais adotaria, por um simples motivo: eu queria engravidar, gerar um filho meu, com minhas características, sentir a barriga crescer e, como já disse no post anterior, eu só desistiria quando fisicamente não fosse mais possível, quando eu não tivesse nem mais 1 óvulo…aí, eu pensaria primeiro na doação de óvulo para que eu gerasse um filho do meu marido.

Adoção pra mim é algo muito importante. Costumo dizer que adotamos com o coração…algo inexplicável…você conhece alguém e se apaixona, melhor, você identifica aquele ser como seu, ele é seu sem nunca ter sido…você não precisa adotar, você quer adotar…eu continuo desejando adotar…e o medo é de “gostar” mais do coração do que do gerado por mim….

Não acho que a adoção deva acontecer para preencher um vazio na vida de alguém ou solucionar um desejo de alguém de ter filhos….a pessoa adotada merece mais….

Seja como for, NÃO DESISTAM!!! Não adotem, não tentem se conformar com a idéia de que não podem ter filhos, que Deus não quer, que você não merece….enfim, se hoje dói não estar grávida após o procedimento, como será conviver com essa frustração uma vida inteira….FAÇAM O QUE TIVER QUE SER FEITO, NÃO SE LAMENTEM, NEM SE COLOQUEM COMO VÍTIMAS OU PESSOAS MENORES PORQUE NÃO ESTÃO CONSEGUINDO ENGRAVIDAR…

PERSISTAM!!! LUTEM!!! ACREDITEM!!! E SÓ PAREM QUANDO CONSEGUIREM! Se vocês mudarem o plano e desistirem nunca saberão se um dia teria dado certo…

Força!!! Se eu consegui…você também conseguirá.

Falando de sexo…visão bem humorada…

Olá pessoal!

A vida anda corrida e acabo não escrevendo…

Resolvi colocar alguns pensamentos que vão surgindo na minha vida.

Já vi muitas discussões entre pais e especialistas sobre como abordar o tema sexo com crianças pequenas. O consenso é: deve-se falar a verdade. Mas, de qualquer forma, quando a criança é muito pequena fica difícil explicar, até porque elas fazem perguntas difíceis de responder, querem saber tudo em detalhes…e tem certos detalhes que devemos deixar para mais tarde…

Para muitos pais o momento que a criança pergunta como foi que ela foi parar na barriga da mãe é uma saia justa. Pense em você tentando explicar pra uma criança de 2, 3 anos como ela foi feita….como explicar o sexo para essa idade…

Bom, para nós que fizemos FIV é tudo mais fácil…só teremos que dizer que fomos ao laboratório e a semente do papai juntou-se a semente da mamãe e daí surgiu um bebê….nada de papai colocou a semente dele na mamãe…e aí a criança pergunta como ele colocou…e você vai ficando sem saber o que dizer, como explicar. Na FIV é muito mais simples. Você falará a verdade e só vai precisar falar de sexo quando ela já puder entender, sem constrangimentos…muito bom….tinha que ter um lado positivo de fazer FIV…

Até a próxima descoberta…

 

 

 

Insatisfação…

Porque o que é maravilhoso pra uns, pra outros é pouco…onde fica o botão da satisfação…como podemos regulá-lo…

Vivo um momento de insatisfação.

Como saber se estou realmente insatisfeita, ou seja, sentindo a falta de algo ou se é apenas um desejo de conseguir ter o que queria (vaidade)…

Vivo uma inquietude….acho que posso definir assim. Quero mais filhos e tento de todas as formas não querer….mas, não consigo me convencer….melhor dizendo, não sinto que estou completa, acho que pode ser melhor…porque que tem que ser assim….não consigo fazer a vida andar porque quero mais…sinto culpa por querer, afinal já deveria estar satisfeita…mas, como não sei onde fica esse botão…vou vivendo assim assim….com coração apertado…

Se alguém souber como funciona esse mecanismo da satisfação, por favor me avisem…tô precisando… Acho que depois do desabafo conseguirei dormir…espero…

Momento da espera…

Momento da espera do resultado positivo de gravidez…

Que momento é esse…momento de ansiedade, de incertezas, de uma certa paranóia, angústia, por que não dizer de alegria também, já que em alguns momentos achamos que deu certo e estamos finalmente grávidas!!! Mas, que depois descobrimos que foi alarme falso…difícil…o que deu errado…essa era a pergunta que eu me fazia… a segunda pergunta era: será que um dia vou conseguir engravidar….(não esqueçam que eu era um caso quase perdido…não ovulava…e sem óvulo, não há nada… e quando ovulava e dava tudo certo….o embrião não implantava….).

Nada pra mim importava….exames de sangue, injeções, balança acusando a cada dia um peso bem maior do que eu deveria pesar…., enfim, eu tirava tudo de letra, menos o dia de fazer o beta HCG e descobrir que mais uma vez não deu….

Esse era o dia mais solitário dos meus dias….o dia em que tudo perdia o sentido, em que eu novamente perdia o rumo, não havia nada e ninguém que pudesse me consolar….por um simples motivo….não há o que falar…deu errado e ponto final.

Era o momento em que queria ficar num quarto escuro chorando até cansar, até passar aquela tristeza, aquele desespero que sentia, aquele medo de não conseguir….o que seria da minha vida….imagine se eu não conseguisse ter filhos, o que iria fazer da vida…ia ter que repensar tudo…defino como um momento de solidão e desespero. Solidão porque por mais que meu marido fosse presente, ele não ia conseguir entender, sentir, afinal das contas eu é quem tinha um problema…ele a qualquer momento poderia ter um filho….(eu pensava assim, ele não…). Desespero porque sentia muuuito medo de não conseguir e isso me angustiava.

O meu diferencial é que o dia do quarto escuro era o do resultado negativo. Acabou o dia, bola pra frente, até porque mais 2 ou 3 dias, tudo de novo….E aí, eu esquecia o passado (bem recente, pode-se dizer, mas passado) e corria pro consultório do médico pra pegar os pedidos de exames e com pique total pra começar tudo de novo! Podem acreditar, eu me renovava…não sei bem o que acontecia comigo…só conseguia pensar que ia ter mais uma chance e isso era maravilhoso….vou poder fazer de novo! Que bom! Pode parecer meio bobo…mas, pra mim era uma alegria tão grande que minhas forças eram renovadas…

Lembrem-se que apesar de estar sendo punk e bota punk nisso, podemos fazer o tratamento.

Eu sempre disse que podia ficar sem 1 centavo…gastaria tudo e um pouquinho mais, comprometeria o futuro financeiro, andaria a pé, faria o que fosse preciso, mas não desistiria….Meu Filho NÃO Tinha  Preço, embora tivesse um custo….bem alto, por sinal…mas, não é hora de pensar em dinheiro….dinheiro vc poderá ganhar a vida inteira, filhos, pra quem tem alguma dificuldade pra engravidar, tem hora e a hora é agora….se tá difícil hoje, imagine depois…conselho: deixe a parte do dinheiro pra quem não tem que tomar medicação….não fale sobre custo…nem pense sobre isso…vai ser melhor…(sei que não tem muito como esquecer, mas tente….)

Conto isso porque sei como é desgastante esse momento. Acho que na época precisava ler algo de alguém que como eu tinha uma situação grave e que tinha dado certo….mostra que não estamos sozinhas e que se deu certo com alguém também vai dar certo comigo…é só não desistir…

Fico por aqui.

Força!!!

Dia das Mães

A  todas que já são mães, um dia cheio de beijos, abraços apertados, crianças pulando na cama, correndo pra lá e pra cá, fazendo a maior bagunça…afinal o que importa é ser feliz…seja como for, onde for, com quem for…
Para as que AINDA não se tornaram mães, mas tem esse desejo no coração, um dia lindo com suas famílias, seja ela seu marido, namorado, conpanheiro, pais, avós, amigos, cachorro, gato…vale a pena curtir esse dia junto de quem vocês amam e quando menos esperarem serão as protagonistas deste dia!
Um dia maravilhoso!

Uma mulher se transformando mãe….

Pensando bem, acho que usei a terminologia errada…não seria transformação, até porque se nos transformássemos deixaríamos de ser mulher para sermos mãe….melhor dizer uma mulher se identificando mãe…é…acho que nascemos prontos, tá tudo lá, nosso biotipo, nosso temperamento, nossas habilidades….e no momento que precisamos de determinada habilidade nós simplesmente buscamos essa informação no nosso HD.

Seja como for, o fato é que em algum momento a idéia da maternidade aflora. Parece que é meio orgânico…não sei se tem alguma explicação científica…mas, que sentimos, sentimos…

Lógico que não são todas as mulheres que passam por isso. Muitas não conseguem nem imaginar um filho em suas vidas. Não as critico e confesso que não as entendo, mas as respeito. Acho que o nome disso é conviver com a diversidade…por mais que não consiga entender algo, que não concorde com determinada postura diante da vida, devo respeitar e aprender a viver com a diferença.

Pra mim ser mãe foi muito estranho…Acho que vcs não esperavam essa definição de mim….depois de ler minha história, não é bem assim que eu deveria definir…mas, foi realmente muuuuito estranho. Talvez pelo fato de ter sonhado tanto, desejado tanto, imaginado como seria descobrir que estaria grávida, o que eu sentiria, enfim, eu estava grávida e não sentia nada  diferente….

A vida é mágica. Em um instante tudo pode mudar. Eu em algum instante da minha vida (não sei quanto tempo demora para o embrião implantar no útero) engravidei. É primeiramente um fato físico – implantação do embrião – e, posteriormente um fato psicológico – vc se descobre grávida. Seja porque, como eu, vc lê o exame do beta HCG, seja porque seu corpo começa dar sinais de que algo diferente está acontecendo. Comigo talvez tenha sido mais diferente porque eu não senti absolutamente naaaada! É inacreditável. Tudo que li sobre sintomas de gravidez, comigo não aconteceu. Passei 9 meses sem saber o que é enjôo, cólica, peito dolorido, dificuldade para dormir no final de gravidez…por isso digo, foi muuuuito estranho….rsrsrs….Sem contar que já tinha sonhado com o momento que eu ficaria grávida. Pensava que iria descobrir que estava grávida porque sentiria algo e para confirmar a suspeita do que estaria sentindo, faria o exame que daria positivo. A partir daí, faria uma surpresa para o pai e contaria para uma lista de pessoas, etc, etc, etc….como disse no post anterior, a gente quer sempre controlar a vida…

Não foi, para variar, como o planejado. Aliás, foi muito engraçado.

Como estava na terceira tentativa seguida e não sentia nada, fui ao consultório do médico para perguntar o que estava acontecendo de errado. Porque não estava implantando. Ele respondeu: “…Raquel, vamos conversar sobre isso após o resultado do beta HCG que vc fará daqui 2 dias…” e eu mais que ansiosa insisti….”mas, Dr. eu não estou grávida, tenho certeza, não tô sentindo nada…, enjôo, cólica, peito, nada, novamente não deu certo, não implantou, porquê?” e ele (com a paciência de Jó) respondeu: “… vamos por etapa, faz o exame e depois conversamos, até porque ainda não temos muitas respostas para a não implantação…”

Bom, eu que tinha certeza que não estava grávida, que pela terceira vez seguida não teria implantado, parei por conta própria de tomar a medicação e fiz o exame só para não contrariar o médico, afinal, eu não estava grávida. Eu tinha tanta certeza que não estava grávida que até esqueci de ver o resultado. Acreditem….eu deveria ver o resultado na segunda-feira e só lembrei na terça…quando lembrei fui pro computador, acessei a página do laboratório e, qual foi a minha surpresa…., um valor meio diferente….na hora em que bati o olho na tela, meio que não entendi…achei que tinha olhado para a tabela de resultados e não para o “meu resultado”‘….mas não, aquele era o meu resultado. Meio que sem entender, pequei o celular e liguei pro médico. Disse o resultado do exame e ele me parabenizou….Quando caiu a ficha de que poderia ser verdade e eu poderia mesmo estar grávida, lembrei que tinha parado de tomar a medicação há, pelo menos, 1 semana….loucura….

Foi engraçado. Só de lembrar dá vontade de rir….Hoje, porque na hora fiquei meio tensa de ter feito bobagem…e com isso, ter comprometido a minha chance de estar grávida….

É muito bom estar colocando essa minha experiência aqui no blog. Sei que muita gente pode ter passado por isso e se desesperado, mas depois que passamos por isso e dá certo, descobrimos que tudo passa…

Depois, no meu caso, da estranheza inicial, da tentativa de acreditar que finalmente tinha acontecido comigo….eu estava grávida…passei a deixar a vida me levar…tipo Zeca Pagodinho….era só curtir e espalhar para o mundo que eu estava grávida! No metrô…posso sentar…tô grávida…com licença, na fila preferencial…é que eu tô grávida…mercado todo dia….e só fila preferencial com a mão na barriga….rsrsrs…brincadeira….não fiz isso, mas deu vontade….kkkkk….muito bom…

Passei 9 meses muuuuito feliz, mas muuuuuito feliz mesmo. Como digo, melhor coisa da vida! Eu pude exercer a minha identidade Mãe! Corrigindo…minha identidade mulher-grávida-se identificando mãe….

Mãe, eu me tornei no dia do nascimento da Júlia. Mas, isso é outra história que contarei depois.