As muitas descobertas que as Feiras de Trocas proporcionam.

Feira de Troca de Brinquedos de Brasília

As Feiras de Trocas de Brinquedo foram propostas pelo Alana em 2012, como forma de reflexão sobre o consumo. Na época eu integrava um movimento de mães ativistas chamado Infância Livre de Consumismo, o MILC.

Quando meus filhos nasceram, o meu olhar sobre a forma que o mercado direciona sua comunicação às crianças mudou. Eu descobri que toda a minha concepção do que uma grávida, bebê, criança precisam não eram necessidades reais, mas concebidas por um mercado publicitário que pauta a forma como nós devemos nos comportar, alimentar, vestir, ter e viver… Tudo que eu acreditava foi por terra. Passei boa parte da gravidez preparando o enxoval com uma lista de necessidades, do mobiliário, passando pela quantidade de roupas até utensílios e brinquedos para o bebê e a amamentação. Coisas que a gente só descobre quando a criança nasce e não usa e que fica mais evidente quando nasce o segundo filho.

Eu lembro de ir ao pediatra quando minha filha estava com 6 meses com uma lista de perguntas sobre o que ela passaria a comer e nessa lista estava achocolatado na mamadeira, danoninho, mingau de farináceos, utensílios pra criança comer a fruta sozinha sem o risco de engasgar… E foi nesse momento que nasceu a pessoa que sou hoje. Foi ali que eu percebi o quanto eu estava equivocada e o quanto minha filha precisava só de atenção, comida de verdade e espaço para brincar junto à natureza. Nessa trajetória de descobertas, eu fui percebendo a nefasta atuação da publicidade direcionada à criança e, nesse momento, nasceu a mãe ativista.

Como sou advogada e sempre fui atenta a pauta do Congresso, soube de uma audiência pública sobre publicidade infantil e lá fui eu encontrar Thaís Vinha, Ana Cláudia Bessa, Sílvia Schiros, as mães que integravam o Infância Livre de Consumismo.

Passei então a articular as ações do movimento em Brasília, cidade que moro desde 2007. Em 2012, com o chamado do Alana propondo Feiras de Trocas de Brinquedos, como forma de reflexão do consumismo no mês do Dia das Crianças, época em que a publicidade direcionada à criança intensifica seu apelo, eu organizei a minha 1°Feira de Troca de Brinquedos de Brasília.

Quando estava pensando na organização da Feira, a primeira coisa que eu pensei foi no lugar. Queria que fosse num espaço onde as famílias pudessem curtir aquele momento em família e que essa vivência fosse marcante, uma nova experiência de diversão entre crianças, amigos e comunidade. Não poderia ter escolhido lugar melhor! O Jardim Botânico de Brasília é um lugar maravilhoso, tranquilo, em meio ao cerrado, com trilhas, vegetação nativa, um lugar especial e, na época, pouco explorado pelas famílias de Brasília.

A proposta foi de um piquenique em família, em que levariam os brinquedos que as crianças não curtissem mais. O chamado era: chame seus familiares, amigos, vizinhos, cole cartazes na sua escola, e venha curtir uma manhã de muita diversão no espaço mais incrível do cerrado, o Jardim Botânico de Brasília. E assim foi. Contei com o apoio de pessoas que, assim como eu, acreditam no resgate do brincar livre em família. Tivemos contadoras de histórias: Juliana Maria e a escritora Alessandra Roscoe, arte para crianças, bolhas gigantes com Carolina Nogueira, frutas, sucos, pão de queijo e muita troca de brinquedos e de descobertas. O público superou o esperado! Ao meio dia, horário que encerrava a nossa Feira de Trocas, havia uma fila de carros de mais de 1Km para entrar no Jardim Botânico! A entrada já não era possível, pois não havia espaço para estacionar. As famílias resolveram entrar a pé com suas cestas de piquenique e sacolas de brinquedos para trocar. Detalhe: da entrada até o local da Feira, as pessoas precisam caminhar 1 km. Foi, realmente, uma experiência incrível! Jamais vou esquecer aquela cena. Centenas de pessoas espalhadas pelo gramado com suas toalhas, comidinhas, brinquedos, tudo isso em harmonia… Crianças e famílias descobrindo a troca e adorando essa descoberta. Toda a imprensa de Brasília esteve presente e registrou esse momento mágico. A partir dessa experiência, o Jardim Botânico de Brasília passou a receber um grande volume de público e ser referência de lugar para ir com as crianças.

A Feira de Trocas de Brinquedos de Brasília foi um marco.

Posso dizer que, apesar de já existir feiras de troca na cidade, a 1° Feira de Troca de Brinquedos de Brasília trouxe um novo conceito. A experiência de estarem junto à natureza com outras famílias, crianças interagindo com as outras, descobrindo uma nova forma de se relacionar através da troca, pais, tios e avós vendo a alegria de seus pequenos com o boneco “novo” que ele conseguiu sozinho… São tantas experiências e aprendizados que até hoje a Feira de Troca de Brinquedos de Brasília conta com um público gigantesco. De lá pra cá já foram mais de dez!

Adultos vêem seus pequenos muito mais preparados para o desapego, sem se importarem com valores monetários, mas com a vontade de brincar, brincar e compoartilhar. Algumas crianças nem queriam trocar seu brinquedo pelo que o novo amigo tinha, mas fazia a troca porque o brincar com o novo amigo fazia ele “abrir mão” e não se importar em trocar por algo que não queria tanto, até porque as trocas continuam e ele poderia trocar algo que não gostou com outra criança.

A Feira de Troca de Brasília foi pensada em oferecer uma vivência prazerosa para famílias e crianças. A proposta era que a vivência da Feira de Trocas fosse o despertar de consciências. Eu acredito que a prática da troca e da maneira como a feira acontece, favorece a vontade das pessoas “desapegarem” do modelo de consumo mercadológico imposto.

A partir dessa experiência eu descobri o poder de uma proposta alinhada com o desejo da sociedade.

O sucesso de público das nossas Feiras em Brasília me fez ver que a gente é capaz de mudar o mundo com pequenas ações. Eu “proporcionei” – porque coloquei em prática – o que todos tinham vontade de viver, mas não havia essa proposta pra que as pessoas pudessem aderir.

Então, se você tem um monte de coisa em casa que não usa mais, manda mensagem no grupo de amigos, família, vizinhança, e bora organizar um lanche, piquenique, sarau e trocar tudo! Para organizar uma Feira de Trocas de Brinquedos basta vontade. Se precisar de um roteiro e material para divulgação, acesse o site do projeto. As trocas acontecem de forma orgânica, você só precisa acompanhar as crianças nessa descoberta para que elas fiquem felizes com suas trocas. Mas nada de orientar a troca pelo valor monetário do brinquedo, hein?

Deixo aqui o relato de alguém que descobriu que a vida pode ser leve e mais prazerosa se a gente conseguir desapegar do que nos impõem como modelo de consumo. Focar nas relações pessoais, no contato com a natureza e no que nos faz bem é o caminho para muitas descobertas.

*Raquel Fuzaro é advogada, ativista dos direitos das crianças, mãe de Júlia Fuzaro (9) e Luiz Felipe Fuzaro (8). De São Paulo, atualmente mora em Brasília. Organiza Feiras de Trocas de Brinquedos desde 2012.

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1ª Feira de Troca de Brinquedos de Brasília.

PARTICIPEM!!!

VAI SER MUITO DIVERTIDO!!!

1a Feira de Troca de Brinquedos de Brasília

A 1ª Feira de Troca de Brinquedos de Brasília faz parte de uma campanha nacional do Instituto Alana para o Dia das Crianças. A proposta é repensar nossa forma de consumo.

O Coletivo Infância Livre de Consumismo está realizando esta feira de troca de brinquedos em diversas cidades do país.

Em Brasília será dia 30/09, domingo, das 9 às 12h, no Jardim Botânico de Brasília.

A 1ª Feira de Troca de Brinquedos de Brasília terá uma programação bem divertida. Teremos diversas oficinas e atividades ao longo da manhã: plantio de árvore, educação ambiental, artes, bolha de sabão com gravetos e linha, artes, capoeira, atividades de circo, brincadeiras, teatro e contação de histórias! Finalizaremos a feira com um grande piquenique coletivo!

As crianças só precisam levar um brinquedo que não use mais, etiquetado e com nome, e um lanche para participar do piquenique!

Vale lembrar que essa iniciativa conta, exclusivamente, com voluntários.

Conseguimos alguns parceiros importantes na realização das oficinas e atividades: Jardim Botânico de Brasília, Cia Athletica de Brasília, Associação Cultural Saracura, Roteiro Baby e artistas da cidade.

Conto com a presença de todos!!!

 

 

 

 

 

 

Vida de mãe…

Final de semana vem aí e começamos a pensar em programas para fazer com as crianças.
Criança quer brincar e as minhas querem passear…Logo, dá-lhe criatividade pra botar estas crianças gastando a pilha…
No último Dia dos Pais, a academia que as crianças frequentam promoveu algumas atividades diferentes para pais e filhos comemorarem juntos. Montaram ao ar livre um paredão pra escalada, atividades de circo, futebol, capoeira e skate.
Pois bem, o pai aqui de casa adorava andar de skate quando criança…e não deu outra, lá foi ele após “um longo e tenebroso inverno…” se aventurar em cima de um skate…Não demorou para o monitor chamá-lo para participar de um grupo de “skatistas-coroas” que se reúnem aos domingos para brincar com seus filhos.
Um belo dia…., melhor dizer, noite, meu marido chega com um objeto embalado…e adivinhem se não era um….SKATE!!!
Desde então, domingo é dia de montar uma mochila com água, bolacha de água e sal, frutas, rede, bike, skate e se acabar nas ruas de Brasília…digo, no Eixão que fecha aos domingos para veículos.
Este é um dos exemplos de atividades que divertem crianças e pais, aproximando-os e que ficará registrado na lembrança de uma infância feliz.
Proponho que nós, pais e mães, pensem em algo que gostávamos de fazer quando crianças e retomemos essa atividade com nossos filhos. Tenho certeza que será inesquecível!
Boa semana!

Domingo a família brinca junto!!!

Jú, 3 anos, e Peto, 2 anos, já mandando bem no skate!!!

Coletivo Infância Livre de Consumismo.

Novo momento de vida.

O Infância Livre de Consumismo (ILC) é um coletivo independente de pais e mães que faz sua articulação através das redes sociais e do site http://infancialivredeconsumismo.com.br

Em três meses de atividades, o ILC já tem mais de cinco mil seguidores no Facebook e ganhou apoios importantes, como o do Instituto Alana, da Aliança pela Infância e do Idec, e de teóricos da comunicação como Telma Vinha, Edgard Rebouças, Laurindo Leal Filho e Venício Lima.

O objetivo do grupo é socializar informações sobre os danos provocados pela publicidade dirigida às crianças e os impactos na vida das famílias, da sociedade e no meio ambiente. Além disso, gera aprendizado sobre as possibilidades de regulamentação da propaganda dirigida à infância.

O Coletivo Infância Livre de Consumismo quer despertar a consciência crítica da sociedade brasileira a respeito das práticas de consumo por crianças e adolescentes.

Por uma Infância Livre de Consumismo:

Twitter:  nossa @ https://twitter.com/infancialivre

Site: http://infancialivredeconsumismo.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/InfanciaLivredeConsumismo

Criei este blog para compartilhar minha longa jornada até a maternidade e afirmar que é possível vencer dificuldades de fertilidade sim.

Hoje, tenho dois filhos: uma de 3 anos e o mais novo com 2 anos. Duas crianças lindas e muito espertas…”corujices” de mãe…Nesta nova fase da vida uma luta surgiu fruto do bombardeio insano de publicidade voltada para a criança: O Infância Livre de Consumismo (ILC).

Que a criança é um ser em formação e não possue discernimento/amadurecimento suficiente para adquirir bens e dispor de sua vida a seu bel prazer, todos sabemos. Todavia, quando o mundo mercadológico invade nossas vidas com seus apelos, praticamente, irresistíveis somos levados a aceitar tal situação como algo absolutamente normal e natural. Afinal, qual o problema com a publicidade? Nenhum, desde que direcionada a quem compra e PAGA por ela – os adultos.

Comentando o post anterior…

Conversei com diversas pessoas sobre o meu modo de pensar…dessa minha maneira de ver a vida…quando quero algo, corro, vou atrás, faço malabarismos, coisas que ninguém faria…e faço tudo isso sem pensar nos constrangimentos, no que os outros vão pensar…simplesmente vou atrás do que quero…mas não deixo meus princípios e valores de lado…não passo por cima de ninguém, não minto, não prejudico, nem puxo o tapete de ninguém…não saberia fazer essas coisas…tenho meus princípios arraigados dentro de mim…
Relendo este post percebi que talvez tenha passado uma percepção errada do que eu realmente queria falar…
Quando falo em letras garrafais sobre a persistência no procedimento da fertilização não quero passar a idéia que a vida vai acabar se alguém desistir ou não conseguir ter filhos. Mas sim, que quando se tem um desejo da alma deve-se persegui-lo até alcançá-lo…sem deixar que pedras no caminho atrapalhem o seu percurso até a reta final…
Outro ponto que talvez tenha ficado mal explicado é a respeito da adoção. Começo reafirmando que sou totalmente à favor da adoção. Contudo, no momento que o casal decide fazer a FIV é porque há o desejo de uma mulher em engravidar, ou seja, gerar um filho na sua barriga, vê-lo crescer 9 meses, olhá-lo ao nascer e tentar descobrir com quem se parece….e de um homem em ter um filho geneticamente seu…Por isso, acredito que deve-se seguir em frente, persistir até alcançar o objetivo.
Não sei como é o sentimento de quem desistiu de fazer o procedimento e adotou…penso que esta pessoa possa ter um misto de frustração por não ter conseguido engravidar, uma “tristeza” escondida de si mesma, afinal ela ama o filho adotado de todo o coração e ao mesmo tempo sofre por não ter realizado o desejo de engravidar… e ao pensar sobre isto, sofre por estar triste sendo que tem um filho amado e desejado, mas ainda sente o vazio…
Resumindo meu modo de pensar: temos que decidir qual caminho trilhar…o tratamento (FIV), a adoção, a doação de óvulo ou espermatozóide…e seguir até alcançá-lo. A decisão do caminho é o passo mais difícil…
O que acho complicado é ficar ziguezagueando entre um e outro caminho e o que der “certo primeiro” é o que “vai levar pra casa”….a pessoa adotada não é “uma opção” que “saiu” primeiro….que foi mais fácil…
Não sei se a emenda saiu pior que o soneto…espero que não…

 

Desistir JAMAIS!!!

Hoje quero falar sobre como o mundo mudou e eu, particularmente, não percebi…

Tudo está diferente…brigadeiro era doce de festinha de criança, algo simples, qualquer festinha tinha. Hoje, há lojas chiquérrimas vendendo o tal brigadeiro como algo sofisticado e totalmente diferenciado…; apartamento para a classe média custava um pouco mais que os demais; hoje, 1,2 milhões é preço normal e pasmem…tem gente q fica na fila pra conseguir o imóvel…Enfim, não sei quando essa mudança se deu, mas o mundo é outro.

O que quero dizer com isso é simples. Com a mudança de mundo, as pessoas também mudaram. Hoje, as mulheres estão independentes e se preocupam com sua vida profissional. Casamento e filhos não estão nos planos da maioria das mulheres entre 24 e 30 anos. A partir dos 30 anos acho que começam a pensar num relacionamento mais sério, mas filhos nem pensar. Conclusão, mais e mais temos casais com algum tipo de dificuldade para engravidar.

Os motivos para a procura cada vez maior em tratamento de reprodução assistida é simples…mulheres jovens muitas vezes sofrem com cólicas e resolvem o problema com algum medicamento; outras, descobrem que tem ovário policístico ou endometriose e, simplesmente, convivem com esses diagnósticos sem serem alertadas que com o passar do tempo esses problemas de saúde podem se transformar numa dificuldade, ou até mesmo, impedimento para engravidar. Fato é: mulher tem prazo de validade…os óvulos acompanham a idade da mulher…, logo, quanto mais velha, mais velhos serão seus óvulos e junto com isso a fertilidade cai vertiginosamente…mas, ninguém fala isso quando somos jovens…

O mesmo acontece com os meninos. Eles quando bebês podem ter tido algum problema nos testículos e, muitas vezes, nem foram avisados que poderiam ter alguma dificuldade de ter filhos; ou, tiveram caxumba ou outro problema qualquer q pode ter afetado a qualidade ou quantidade do seu material genético…

Conclusão: os jovens estão preocupados com a vida profissional e esquecem que a vida pessoal existe e mais cedo ou mais tarde a conta da vida pessoal aparece….e, como não pensamos nela e muito menos nos preparamos para ter uma família, a conta chega com juros, muitas vezes impagáveis…

Acredito numa política pública voltada para a saúde da mulher jovem. Uma campanha de alerta a saúde da mulher e sobre as consequências de deixar para mais tarde a maternidade. E porque não dizer de um banco público de óvulos congelados para mulheres jovens que desejam deixar a maternidade para outro momento da vida…Pois, se esta jovem teve algum tipo de problema ginecológico e deixar pra ter filhos depois dos 36 anos, o sonho da maternidade pode se transformar num pesadelo…

Mas, independentemente dos motivos que adiaram a maternidade, o que importa é a vontade de ter um filho. Para as mulheres, gerar um filho e para os homens, ter um filho geneticamente seu.

Para todos que tem esse desejo eu peço com coração aberto que NÃO DESISTAM DO SONHO DE TER UM FILHO POR NADA DESTE MUNDO!!!

Se você realmente quer gerar um filho geneticamente seu, faça TUDO que for preciso. Não deixe que qualquer dificuldade no tratamento te faça desanimar. Não faça o tratamento a conta-gotas…ou seja, faz o procedimento algumas vezes e, devido a dificuldades psicológicas ou financeiras, dá um tempo, vai dar seguimento a vida que sempre levou e quando acharem que estão preparadas voltam para fazer tudo de novo….Digo isso, porque o tempo nesse tipo de tratamento faz muuuita diferença…seja forte, esqueça tudo, peça ajuda, mas não pare até conseguir realizar seu sonho….

Outra coisa que eu acho muito importante é não tentar solucionar o sonho da maternidade através da adoção. Sempre quis adotar. Tive esse desejo quando era jovem e nem sonhava em casar e ter filhos. Mas, adotar era um desejo do meu coração. Quando soube do meu problema e passei por diversas dificuldades até conseguir engravidar, muitos me disseram da alternativa de adotar, até porque sempre gostei da idéia. Porém, naquele momento eu jamais adotaria, por um simples motivo: eu queria engravidar, gerar um filho meu, com minhas características, sentir a barriga crescer e, como já disse no post anterior, eu só desistiria quando fisicamente não fosse mais possível, quando eu não tivesse nem mais 1 óvulo…aí, eu pensaria primeiro na doação de óvulo para que eu gerasse um filho do meu marido.

Adoção pra mim é algo muito importante. Costumo dizer que adotamos com o coração…algo inexplicável…você conhece alguém e se apaixona, melhor, você identifica aquele ser como seu, ele é seu sem nunca ter sido…você não precisa adotar, você quer adotar…eu continuo desejando adotar…e o medo é de “gostar” mais do coração do que do gerado por mim….

Não acho que a adoção deva acontecer para preencher um vazio na vida de alguém ou solucionar um desejo de alguém de ter filhos….a pessoa adotada merece mais….

Seja como for, NÃO DESISTAM!!! Não adotem, não tentem se conformar com a idéia de que não podem ter filhos, que Deus não quer, que você não merece….enfim, se hoje dói não estar grávida após o procedimento, como será conviver com essa frustração uma vida inteira….FAÇAM O QUE TIVER QUE SER FEITO, NÃO SE LAMENTEM, NEM SE COLOQUEM COMO VÍTIMAS OU PESSOAS MENORES PORQUE NÃO ESTÃO CONSEGUINDO ENGRAVIDAR…

PERSISTAM!!! LUTEM!!! ACREDITEM!!! E SÓ PAREM QUANDO CONSEGUIREM! Se vocês mudarem o plano e desistirem nunca saberão se um dia teria dado certo…

Força!!! Se eu consegui…você também conseguirá.

Falando de sexo…visão bem humorada…

Olá pessoal!

A vida anda corrida e acabo não escrevendo…

Resolvi colocar alguns pensamentos que vão surgindo na minha vida.

Já vi muitas discussões entre pais e especialistas sobre como abordar o tema sexo com crianças pequenas. O consenso é: deve-se falar a verdade. Mas, de qualquer forma, quando a criança é muito pequena fica difícil explicar, até porque elas fazem perguntas difíceis de responder, querem saber tudo em detalhes…e tem certos detalhes que devemos deixar para mais tarde…

Para muitos pais o momento que a criança pergunta como foi que ela foi parar na barriga da mãe é uma saia justa. Pense em você tentando explicar pra uma criança de 2, 3 anos como ela foi feita….como explicar o sexo para essa idade…

Bom, para nós que fizemos FIV é tudo mais fácil…só teremos que dizer que fomos ao laboratório e a semente do papai juntou-se a semente da mamãe e daí surgiu um bebê….nada de papai colocou a semente dele na mamãe…e aí a criança pergunta como ele colocou…e você vai ficando sem saber o que dizer, como explicar. Na FIV é muito mais simples. Você falará a verdade e só vai precisar falar de sexo quando ela já puder entender, sem constrangimentos…muito bom….tinha que ter um lado positivo de fazer FIV…

Até a próxima descoberta…

 

 

 

Insatisfação…

Porque o que é maravilhoso pra uns, pra outros é pouco…onde fica o botão da satisfação…como podemos regulá-lo…

Vivo um momento de insatisfação.

Como saber se estou realmente insatisfeita, ou seja, sentindo a falta de algo ou se é apenas um desejo de conseguir ter o que queria (vaidade)…

Vivo uma inquietude….acho que posso definir assim. Quero mais filhos e tento de todas as formas não querer….mas, não consigo me convencer….melhor dizendo, não sinto que estou completa, acho que pode ser melhor…porque que tem que ser assim….não consigo fazer a vida andar porque quero mais…sinto culpa por querer, afinal já deveria estar satisfeita…mas, como não sei onde fica esse botão…vou vivendo assim assim….com coração apertado…

Se alguém souber como funciona esse mecanismo da satisfação, por favor me avisem…tô precisando… Acho que depois do desabafo conseguirei dormir…espero…

Momento da espera…

Momento da espera do resultado positivo de gravidez…

Que momento é esse…momento de ansiedade, de incertezas, de uma certa paranóia, angústia, por que não dizer de alegria também, já que em alguns momentos achamos que deu certo e estamos finalmente grávidas!!! Mas, que depois descobrimos que foi alarme falso…difícil…o que deu errado…essa era a pergunta que eu me fazia… a segunda pergunta era: será que um dia vou conseguir engravidar….(não esqueçam que eu era um caso quase perdido…não ovulava…e sem óvulo, não há nada… e quando ovulava e dava tudo certo….o embrião não implantava….).

Nada pra mim importava….exames de sangue, injeções, balança acusando a cada dia um peso bem maior do que eu deveria pesar…., enfim, eu tirava tudo de letra, menos o dia de fazer o beta HCG e descobrir que mais uma vez não deu….

Esse era o dia mais solitário dos meus dias….o dia em que tudo perdia o sentido, em que eu novamente perdia o rumo, não havia nada e ninguém que pudesse me consolar….por um simples motivo….não há o que falar…deu errado e ponto final.

Era o momento em que queria ficar num quarto escuro chorando até cansar, até passar aquela tristeza, aquele desespero que sentia, aquele medo de não conseguir….o que seria da minha vida….imagine se eu não conseguisse ter filhos, o que iria fazer da vida…ia ter que repensar tudo…defino como um momento de solidão e desespero. Solidão porque por mais que meu marido fosse presente, ele não ia conseguir entender, sentir, afinal das contas eu é quem tinha um problema…ele a qualquer momento poderia ter um filho….(eu pensava assim, ele não…). Desespero porque sentia muuuito medo de não conseguir e isso me angustiava.

O meu diferencial é que o dia do quarto escuro era o do resultado negativo. Acabou o dia, bola pra frente, até porque mais 2 ou 3 dias, tudo de novo….E aí, eu esquecia o passado (bem recente, pode-se dizer, mas passado) e corria pro consultório do médico pra pegar os pedidos de exames e com pique total pra começar tudo de novo! Podem acreditar, eu me renovava…não sei bem o que acontecia comigo…só conseguia pensar que ia ter mais uma chance e isso era maravilhoso….vou poder fazer de novo! Que bom! Pode parecer meio bobo…mas, pra mim era uma alegria tão grande que minhas forças eram renovadas…

Lembrem-se que apesar de estar sendo punk e bota punk nisso, podemos fazer o tratamento.

Eu sempre disse que podia ficar sem 1 centavo…gastaria tudo e um pouquinho mais, comprometeria o futuro financeiro, andaria a pé, faria o que fosse preciso, mas não desistiria….Meu Filho NÃO Tinha  Preço, embora tivesse um custo….bem alto, por sinal…mas, não é hora de pensar em dinheiro….dinheiro vc poderá ganhar a vida inteira, filhos, pra quem tem alguma dificuldade pra engravidar, tem hora e a hora é agora….se tá difícil hoje, imagine depois…conselho: deixe a parte do dinheiro pra quem não tem que tomar medicação….não fale sobre custo…nem pense sobre isso…vai ser melhor…(sei que não tem muito como esquecer, mas tente….)

Conto isso porque sei como é desgastante esse momento. Acho que na época precisava ler algo de alguém que como eu tinha uma situação grave e que tinha dado certo….mostra que não estamos sozinhas e que se deu certo com alguém também vai dar certo comigo…é só não desistir…

Fico por aqui.

Força!!!

Dia das Mães

A  todas que já são mães, um dia cheio de beijos, abraços apertados, crianças pulando na cama, correndo pra lá e pra cá, fazendo a maior bagunça…afinal o que importa é ser feliz…seja como for, onde for, com quem for…
Para as que AINDA não se tornaram mães, mas tem esse desejo no coração, um dia lindo com suas famílias, seja ela seu marido, namorado, conpanheiro, pais, avós, amigos, cachorro, gato…vale a pena curtir esse dia junto de quem vocês amam e quando menos esperarem serão as protagonistas deste dia!
Um dia maravilhoso!